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Conheça a trajetória de Matheus Takaki no Judô

Conheça a trajetória de Matheus Takaki no Judô


O jovem brasiliense já foi campeão Sulamericano adulto, Vice-Campeão Mundial e cinco vezes Campeão Brasileiro

Por Assessoria FESU

O brasiliense Matheus Schetino Takaki, com apenas 20 anos de idade, já se destaca dentro do esporte na modalidade Judô. Estudante de Educação Física pela Universidade de Brasília, se encontrou no Judô como pessoa e venceu as inseguranças que o cercavam. Já foi campeão Sulamericano adulto, Vice-Campeão Mundial e cinco vezes Campeão Brasileiro. Determinado e focado em seus objetivos, Matheus conta que sua meta é ser Campeão Olímpico e Campeão mundial. Em entrevista à FESU, ele conta sobre sua trajetória dentro do esporte.

                                               Foto: Acervo pessoal

Pergunta: Como surgiu o interesse pelo Judô?

Resposta: Iniciei o Judô pela influência do meu avô, que nasceu no Japão, e praticava este esporte. Ele convenceu meus pais a me colocarem por sempre falar sobre os princípios desta arte marcial.

 

P: Como foi o primeiro contato com o esporte? Com qual idade iniciou?

R: Comecei aos 5 anos de idade, no SESI com o professor Robert Marques. Desde quando fiz meu primeiro treino me apaixonei por esta modalidade e minha mãe conta que saí do treino já falando “quero ser campeão mundial”.

 

P: Como é a sua rotina de treinos?

R: Faço dois treinos por dia de segunda à sexta (o primeiro na Academia Omni, onde realizo musculação e o segundo na Academia Espaço Marques, onde pratico o Judô). Treino de 4 a 5 horas por dia. E em alguns domingos, realizo um treinamento de seleção com os atletas de Brasília, com duração de 2 horas.

 

P: O que é mais difícil na vida de um esportista?

R: Na minha opinião, é manter o foco e dedicar-se exclusivamente ao esporte, pois devido ao baixo investimento em nossas carreiras, na questão de conseguirmos patrocínios, baixos salários, muitos atletas são “obrigados” a ficarem divididos entre carreira de atleta e trabalho para sustentação. Só assim para conseguir pagar suas próprias passagens para as competições, inscrições, alimentação saudável, entre outros.

 

P: E na sua modalidade, o que é mais difícil?

R: É conseguir equilibrar seu nível de força, com a técnica e com a mente.

 

P: De quais campeonatos você já participou? Teve vitórias? Conte-nos um pouco.

R: Internacionalmente, participei do Campeonato Mundial em 2017 no Chile; do Circuito Europeu (na Turquia, Croácia, Alemanha, Aústria); Campeonato Panamericano, Sulamericano Adulto. Nacionalmente já participei de todos os campeonatos oficiais, entre eles, Seletiva Olímpica Tóquio 2020, Campeonatos Brasileiros, Brasileiros Escolares, Brasileiros Universitários, Troféu Brasil, Taça Brasil e etc. Fui campeão Sulamericano Adulto, na categoria -55kg e Vice-Campeão Mundial, na competição por equipes. Fui 7° Lugar na Seletiva Olímpica de Tóquio 2020, fui 2 vezes campeão dos Jogos Escolares (JEJ) , 1 vez campeão brasileiro Universitário na Fase de Lutas e 5 vezes campeão Brasileiro. Medalha de Bronze no Troféu Brasil, um dos campeonatos mais difíceis do Brasil.

 

P: Qual sua vitória mais marcante? E qual foi a pior derrota pela qual passou?

R: Todas as minhas vitórias eu considero como “mais marcantes”, pois todas possuem belas histórias. Mas a primeira vez que fui Campeão Brasileiro Adulto, com apenas 17 anos e sendo trasmitido ao vivo pela SportTV, foi uma das vitórias que mais me marcaram. Já minha pior derrota foi no Campeonato Mundial em 2017, na competição individual, onde eu estava ganhando do alemão, na minha primeira luta, de 3 wazaris e faltando apenas 40 segundos para acabar a luta, ele me imobilizou, conseguindo virar o placar e vencer.

 

P: De quantas edições dos Jogos Universitários Brasileiros já participou? Já venceu alguma edição?

R: Participei de 3 edições e fui Campeão dos Jogos Universitários Brasileiros fase de Lutas e pegando o bronze nas outras duas edições.

 

P: Na sua opinião, o que o esporte ensina às pessoas?

R: De modo geral, ele ensina a aprender com suas derrotas, lidar com frustrações e sempre buscar ultrapassar seus limites.

 

P: Você se inspira em algum esportista? Quem e por que?

R: Eu tenho como inspiração vários atletas, entre eles estão Érika Miranda, Ketleyn Quadros, Felipe Kitadai, Alex Pombo, entre outros. Conheço um pouco da história de cada um e são pessoas incríveis dentro e fora dos tatames. Mas irei, explicar o porque de ser fã da Érika Miranda. Ela foi a maior medalhista em Mundiais que o Judô teve, tem 8 títulos (contando medalhas por equipe e individual), é brasiliense e possui um altíssimo nível técnico e força. É um exemplo de superação e foi ela quem me despertou ainda mais o meu sonho de ser Campeão Mundial.

 

P: Qual sua meta dentro do esporte? O que almeja?

R: Minha meta é ser Campeão Olímpico e Campeão mundial.

 

P: O que o esporte mudou na sua vida?

R: Mudou tudo na minha vida. Sinceramente, eu não consigo me ver sem o esporte. Foi com o esporte que me encontrei como pessoa, pois devido à minha baixa estatura quando criança e minha característica de ser muito tímido, eu acabava não querendo ir à escola, pois me sentia excluído e inferior. Porém, através do Judô e da ajuda dos meus parentes, melhorei muito minha autoestima, disciplina, meus relacionamentos com os outros, conseguindo assim me socializar muito bem.