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Saulo Felipe sobre o Tênis de Mesa: "O que era só diversão, se tornou sério."

Saulo Felipe sobre o Tênis de Mesa: "O que era só diversão, se tornou sério."


Saulo conheceu o esporte quando ainda frequentava o Ensino Fundamental, no CED 05 de Taguatinga, época em que tudo ainda era só diversão

Por Assessoria FESU

O brasiliense Saulo Felipe, com apenas 20 anos de idade, já vivenciou diversas experiências, histórias de viagens, torneios e treinos praticando Tênis de Mesa. Estudante do curso de Direito na UPIS, atualmente, está no sexto semestre do curso. Conheceu o esporte quando ainda frequentava o Ensino Fundamental, no CED 05 de Taguatinga, época em que tudo ainda era só diversão. Mas depois de um tempo, o que era só diversão, se tornou sério. Foi então que ingressou em um clube profissional, primeiramente, na Asmett em Taguatinga e depois para o Clube Nipo Brasília, no Setor de Clubes Sul.

De todas as competições que participou, o momento mais marcante é: o de sempre voltar para casa. Independente do torneio, com uma medalha, troféu ou não. Ele acredita que o mais gratificante é poder ver todo o reconhecimento e orgulho da família e dos amigos.

Em entrevista à FESU, Saulo conta um pouco sobre sua jornada dentro do esporte.

Foto: acervo pessoal

Pergunta: Como surgiu o interesse pelo tênis de mesa?

Resposta: O interesse surgiu na minha escola, onde tinha uma mesa e podíamos jogar nas aulas de Educação Física, antes não conhecia praticamente nada sobre o esporte, mas com o tempo fui gostando cada vez mais até que meus pais me deram de presente uma mesa de tênis de mesa. No início era só diversão, jogava com a família, com os amigos, mas o gosto foi evoluindo até o momento que decidir ingressar em um clube profissional.

 

Como foi o primeiro contato com o esporte? Com qual idade iniciou?

R: Foi nas aulas de Educação Física na escola, eu tinha por volta de 13 anos, mas o primeiro contato com o esporte em um nível mais alto, fora do ramo apenas da diversão foi com 15 anos, onde pude participar de um campeonato e assistir jogos de alguns dos melhores atletas da categoria na época, despertando uma enorme vontade de treinar e um dia poder enfrentar eles com condições de vencer.

 

P: Você tem uma rotina de treinos?

R: Minha rotina de treinos depende muito da faculdade e do ritmo de estudos, mas normalmente, treino duas vezes por semana (os treinos variam entre duas e quatro horas).

 

P: O que é mais difícil na vida de uma atleta de tênis de mesa?

R: Ao contrário do que as pessoas pensam, a rotina de treinos é realmente muito complicada. Trata-se de um esporte que combina agilidade, poder de decisão, reflexos, uma excelente movimentação e coordenação motora, ou seja, exigindo da parte física e mental. E como em qualquer outro esporte de alto nível, exige sacrifícios para que se possa chegar em um bom nível, mas acho que a maior dificuldade é o fato de ser um esporte individual, onde você ganha e perde sozinho, e algumas derrotas são bem doloridas, mesmo que acompanhado de pessoas ao seu lado. É uma dificuldade a mais lidar com esse aspecto.

 

P: De quais campeonatos você já participou? Teve vitórias? Conte-nos um pouco.

R: Apesar de ter começado relativamente tarde no esporte, já tive diversas experiências em campeonatos e conquistei em alguns deles excelentes resultados. Falando dos mais importantes, posso citar a participação no Campeonato Brasileiro de 2017, onde fiquei terceiro lugar por equipes. Joguei o Torneio Internacional de Campo Grande, onde me sagrei campeão por equipes juvenil. Já conquistei três medalhas nos jogos escolares do Distrito Federal, fui tricampeão brasiliense em minha categoria, além de diversos pódios e não posso esquecer das participações que tive no JUBS.

 

P: Qual sua vitória mais marcante?

R: É difícil falar apenas de uma, são várias vitórias que ficaram marcadas, mas citando algumas que merecem um local especial posso falar da conquista do meu segundo campeonato brasiliense. Venci o atleta Abimael Menezes, hoje representando o Brasil na seleção de sua categoria, por 3x1 em um jogo bastante equilibrado e difícil. Na época estávamos se enfrentando recorrentemente em campeonatos, com ele vencendo a maioria dos jogos, então, essa vitória teve um gostinho especial. Outro jogo importante foi a semifinal dos JUBS de 2019, onde, ao lado Do Nivaldo Junior, pude garantir uma vaga na final do torneio de duplas.

 

P: De quantas edições dos Jogos Universitários Brasileiros já participou? Já venceu alguma edição?

R: Tive a oportunidade de participar duas vezes dos Jogos Universitários Brasileiros, uma em 2019 e outra em 2021, infelizmente ainda não fui campeão, mas pude conquistar dois pódios, sendo um em cada edição.

 

P: Você possui bolsa na faculdade por ser atleta? Se sim, conte-nos um pouco.

R: Sim. No final de 2018, após bons resultados, o Flávio Thiessen (diretor de esportes da UPIS) me ofereceu uma bolsa de estudos na faculdade no curso de direito. O que foi uma grande oportunidade para dar continuação nos estudos e no esporte. Infelizmente muitos atletas não conseguem, então só tenho que agradecer a instituição por essa oportunidade, fornecendo além da bolsa, um grande apoio e incentivo ao esporte.

 

P: Na sua opinião, o que o esporte ensina às pessoas?

R: O esporte pode ensinar diversas coisas que são muito positivas em nossas vidas. Muitas vezes ajudando a construir o caráter da pessoa, o que transcende além do esporte. Posso citar a dedicação, a vontade de vencer, mas conjuntamente com o fato de saber “perder” e respeitando o adversário. Afinal, somos adversários e não inimigos, além da questão de convivência, onde pode-se conviver com diferentes tipos de pessoa diariamente a aprender um pouco sobre cada uma e a respeitar todos sempre. Enfim, o esporte é uma importante arma de socialização.

 

P: Você se inspira em algum esportista? Quem e por que?

R: Posso citar duas referências dentro de Tênis de Mesa em que me inspiro, no Hugo Hoyama e no Hugo Calderano, pois alcançaram resultados incríveis, diversas Olimpíadas, títulos sul-americanos e brasileiros. Além de serem atletas muito habilidosos, eles inspiram muitas pessoas a conhecer e entrar no esporte fazendo com que a modalidade cresça cada vez mais.

 

P: Qual sua meta dentro do esporte? O que almeja?

R: Minha meta dentro de Tênis de Mesa é sempre estar evoluindo, conquistando bons resultados, mas o mais importante é continuar a me divertir treinando, jogando e vivendo experiências que sem o esporte eu não chegaria nem perto.

 

P: O que o esporte mudou na sua vida?

R: O esporte veio para acrescentar muito em minha vida em vários aspectos. Pude melhorar como pessoa, conviver e conhecer muita gente, a quais muitas posso chamar de amigos. Tive muitas oportunidades de viver experiências incríveis, como por exemplo, o último JUBS. Aprendi diversas coisas que extrapolam o esporte, como a dedicação, o respeito, e a oportunidade de ingressar em uma boa faculdade. São apenas algumas coisas, mas eu diria que minha vida mudou quase que completamente depois que entrei para o esporte.